Lanches
O nome da casa
É o nome na fachada e o que sai mais. Sanduíche feito na chapa, na hora, para quem parou a caminho do trabalho e não tem meia hora para esperar.
Meio século no mesmo balcão da Rua Firmino Gameleira. Abre às seis para quem vai trabalhar e serve almoço para quem trabalha por perto.
Do café da manhã ao fim da tarde, muda o que sai do balcão. O que não muda é ter sempre pronto — quem para numa lanchonete não tem tempo de esperar.
O nome da casa
É o nome na fachada e o que sai mais. Sanduíche feito na chapa, na hora, para quem parou a caminho do trabalho e não tem meia hora para esperar.
A atividade principal da casa
O prato do dia muda conforme o que veio do mercado de manhã. É o almoço de quem trabalha em Olaria e volta ao serviço em uma hora.
Do café da manhã ao fim do dia
Café passado várias vezes por dia e suco feito com fruta na hora. É o que faz a pessoa parar de manhã antes de pegar o ônibus.
Ao lado do caixa
Fica junto ao caixa porque é compra de passagem, não de parada. Consta no registro da empresa como atividade secundária desde sempre.
Quatro etapas, todo dia, desde as cinco da manhã.

A compra é feita cedo e define o prato do dia. Lanchonete que decide o cardápio na segunda e compra o que sobrou na sexta serve comida de sexta.

O almoço fica pronto antes do meio-dia, porque quem chega ao balcão tem uma hora e não pode esperar o feijão terminar de cozinhar.

Lanche é feito no pedido, nunca antes. Sanduíche montado esperando na estufa murcha o pão e é a diferença entre lanchonete e balcão de conveniência.

Sai pelo balcão, para comer ali ou levar. É a parte em que se resolve tudo em dois minutos — e é por isso que a casa está aqui há cinquenta anos.
A ELAINE LANCHES LTDA foi aberta em 23 de maio de 1975 e desde então está no mesmo lugar: a Rua Firmino Gameleira, em Olaria, no Rio de Janeiro.
Olaria é bairro de trabalho na zona norte, e lanchonete de bairro assim tem um público que se repete: o mesmo pedreiro às seis da manhã, o mesmo comerciário ao meio-dia. Não se ganha esse freguês com novidade, se ganha estando aberto no horário e servindo o mesmo de sempre — e é por isso que uma casa dessas atravessa meio século no mesmo ponto.

Empresa da região, obra, escritório e reunião. A conversa começa pelo número: quantas pessoas, que horário e por quantos dias.
Número de pessoas, horário e por quantos dias — um evento ou um pedido que se repete.
Lanche, marmita ou os dois, considerando quem não come de tudo. Definido isso, sai o preço.
Hora de retirada ou de entrega, reservada na produção da manhã.
Falar direto é o caminho mais curto: quem atende está no balcão e sabe dizer o que tem pronto, qual é o prato do dia e como está o movimento.